Aumidade relativa do ar em Itapura (SP) chegou a 10% nesta quarta-feira (13). O índice foi o mais baixo registrado na região noroeste paulista durante este inverno e, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), é considerado estado de emergência. A umidade chegou a nível considerado de deserto, que costuma ser de 10% a 15%. A medição em Itapura é feita pela Unesp de Ilha Solteira (SP).

Por isso, a população da cidade está procurando alternativas para amenizar a situação. Em uma das casas, os moradores colocaram um balde com água na entrada da residência e estenderam toalhas mollhadas pelas janelas para aliviar a secura.

“Está muito difícil, estamos nos virando da maneira que podemos. O ventilador permanece ligado durante 24 horas e estamos bebendo muita água. Em Itapura sempre foi assim, mas a situação está piorando de uns dias para cá “, comenta a moradora Carolina.

Na cidade de Araçatuba (SP), devido ao calor e à baixa umidade, a Secretaria Estadual de Educação recomendou às escolas que evitem atividades físicas ao ar livre. Os especialistas orientam que as pessoas evitem se expor ao sol, principalmente no período entre às 10h e 16h, e além disso, devem se hidratar e utilizar soro fisiológico sempre que possível.

Qualidade do ar ruim

Em São José do Rio Preto (SP), segundo a Cetesb a concentração média de material particulado no ar na manhã desta quinta-feira (14), estava em 101 microgramas por metro cúbico de ar. Esse valor é 100% superior ao valor guia da Organização Mundial da Saúde (OMS) de 50 microgramas.

A Cesteb explica que pessoas com doenças respiratórias ou idosos e crianças têm os sintomas agravados. População em geral pode apresentar sintomas como ardor nos olhos, nariz e garganta, tosse seca e cansaço. Segundo a companhia a poluição e, principalmente as queimadas, ajudam a piorar a qualidade do ar.

Moradora tenta controlar incêndio na região de Rio Preto (Foto: Reprodução/TV TEM)