Sob o comando da CTG Brasil, empreendimento compõe, junto com Ilha Solteira, o maior complexo hidrelétrico das regiões Sudeste e Centro-Oeste do país

 

A usina hidrelétrica UHE “Engenheiro Souza Dias” (Jupiá), localizada em Três Lagoas (MS) e administrada pela CTG Brasil, completa 49 anos de operações no próximo dia 14 de abril. Primeiro grande aproveitamento hidrelétrico do Brasil, em 1969 a usina entrou em operação parcial, e a partir de 1974 a capacidade total de 1.551,2 MW foi atingida.

Depois de quase 50 anos, Jupiá, ao lado de Ilha Solteira, passa pelo maior processo de modernização de usinas hidrelétricas brasileiras. Em 10 anos, os investimentos serão de R$ 3 bilhões. Quatro das 34 unidades geradoras já estão sendo modernizadas, com previsão de conclusão ainda em 2018.

Em 2017, Jupiá produziu 7.365.309 Megawatt-hora, energia suficiente para atender a demanda de uma cidade com cerca de 2,5 milhões de habitantes.

Aproveitando o potencial energético do Rio Paraná, Jupiá compõe com Ilha Solteira o maior complexo hidrelétrico das regiões Sudeste e Centro-Oeste do país, com capacidade total instalada de 4.995,2 MW.

“Jupiá e Ilha Solteira são projetos de referência no mercado brasileiro de geração de energia. Sua modernização reforça o nosso compromisso de longo prazo com o País e a preocupação com a qualidade e a confiabilidade de nossos ativos”, afirma o Evandro Vasconcelos, vice-presidente de Geração da CTG Brasil.

A companhia adquiriu as concessões de Jupiá e Ilha Solteira em um leilão organizado pelo governo brasileiro em novembro de 2015, com uma outorga de R$ 13,8 bilhões. A CTG Brasil iniciou a operação das usinas em julho de 2016, pelo período de 30 anos.

Além de Jupiá e Ilha Solteira, a CTG Brasil administra outras 12 usinas hidrelétricas e possui participação em outras três. A companhia também possui participações em ativos de energia eólica em três estados brasileiros.

 Reservatório

A hidrelétrica Jupiá possui um reservatório de 330 quilômetros quadrados que se estende por 514 quilômetros, banhando sete municípios de São Paulo e Mato Grosso do Sul. Uma vez implantado, o lago extrapolou a finalidade principal de assegurar água para a geração da usina e passou a ter usos múltiplos pelas comunidades. Aproveitados para as atividades náuticas, de pesca e lazer, os reservatórios das usinas colaboram para impulsionar a indústria do turismo na região.

A implantação de uma eclusa em Jupiá, em 1998, possibilitou a navegação no Rio Paraná e a integração hidroviária com o Rio Tietê. A eclusa representa a porta de entrada do Mercosul, interligando o sistema fluvial à malha viária paulista e do centro-oeste do país.